AHP: CCO da ANA diz que as regras dos slots têm 30 anos

por: António Manuel Teixeira

O CCO da ANA Aeroportos disse que as regras da ocupação de slots estão ultrapassadas, pelo que a revisão da directiva pela União Europeia (UE) é muito importante.

Francisco Pita, espera que a directiva que está a ser preparada pela UE imponha a utilização de 90% dos slots por parte das companhias aéreas, em detrimentos dos 80% vigentes.

Como explica, “actualmente uma companhia aérea, ao pedir slots, pode usar apenas 80% desses slots, mantendo o direito cativo sobre os 100%. Achamos que é uma área que devia ser revista para 90%, por aí, para otimizar a utilização da capacidade dos aeroportos”, conforme notícia do Publituris.

As declarações foram feitas no Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo.

O Director de Cominicação refere que as regras dos 80/20% têm “cerca de 30 anos”, ao longo dos quais “o mercado da aviação mudou de forma absolutamente radical”. Por isso, considera que “esta revisão da directiva é uma oportunidade para o sector, para garantir melhorias nas coletividades das regiões”.

Mas, mais que a revisão de slots, o interessados entendem que a directiva também deve rever “a possibilidade que dá na entrada a novas companhias aéreas”.

O gestor salientou, segundo o Publituris: “Entendemos que as regras estabelecidas na atual diretiva dão sempre prioridade às companhias que já operam e dificultam muito a entrada de novos operadores no mercado. [Somos da opinião de] que mais companhias aéreas vão proporcionar melhores preços aos consumidores finais”.

No entanto, o director-executivo da RENA, entende que a revisão deve avançar “mas de forma ponderada”, sem colocar “exigências demasiado fortes às companhias em termos de utilizar ou perder e que leve, por exemplo, a comportamentos menos racionais do ponto de vista de sustentabilidade ou de custos”, noticiou o Publituris.

António Moura afirma: "Acho que também temos de ter essa preocupação nos dias que correm: não é só maximizar eficiência, que depois pode levar a situações indesejáveis”.

No que respeita à questão da regra dos 80/20%, e embora “não se opor à regra”, o responsável da ANA Aeroportos refere que esta é “meramente comercial”, considerando que “apertando um bocadinho aquilo que pode ser o não uso de slots vamos conseguir otimizar a utilização da nossa capacidade aeroportuária”.

Salinta também que chegando ao uso dos 90% os problemas relativamente à segurança deixam de existir, até porque “a capacidade está lá, ela não é utilizada”.

Também o dirigente da RENA considera que “a utilização pela no slot” não influencia a segurança.

O gestor da entidade conclui: “O tema aqui da utilização plena do slot não é de segurança, é de eficiência, boa gestão. O tema aqui pode ser outras companhias que querem entrar no mercado e sentem que a companhia que está sentada nesse slot não está a fazer uma utilização plena. Um dos temas é esta indefinição jurídica. Aqui o regulamento poderá e deveria regulamentar”, termina.

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