Xisto 2019, o regresso ao Douro do vinho com sotaque francês

por: Zita Ferreira Braga
Xisto 2019, o regresso ao Douro do vinho com sotaque francês
Roquette & Cazes

Pela segunda vez consecutiva, a Roquette & Cazes lança o seu topo de gama – um acontecimento raro, já que, confirmadas as previsões, não haverá Xisto nos próximos dois anos.

É sempre com nostalgia que as equipas de enologia da Quinta do Crasto (Douro), liderada por Manuel Lobo e Cátia Barbeta, e do Château Lynch-Bages (Bordéus), representada por Daniel Llose, recordam o excepcional ano de vindima que deu origem ao Xisto, o vinho bandeira do projecto que une duas famílias e dois países. Sempre que a uva se mostra excepcional, garantem, não se consegue esconder o entusiasmo com a possibilidade de ser “ano de Xisto”.

E foi o que aconteceu em 2019, um ano que teve tanto de desafiante como de surpreendente. Depois da vindima de 2018, com produção significativamente abaixo da média da última década, o ano de 2019 mostrou-se mais na linha da média produtiva a que estamos habituados, afirmam os enólogos. Um acto de generosidade da natureza, que viria a revelar-se o último à data, já que as previsões foram confirmadas: 2020 e 2021 não serão “anos de Xisto”.

Voltando a 2019, e apesar dos vários imprevistos relacionados com as condições meteorológicas que se verificaram no inverno e primavera, a vindima viria a decorrer com “tranquilidade”, dando origem a vinhos muito expressivos e equilibrados, indicando um excelente potencial de evolução.

Aquilo que parece ser já uma primeira descrição do emblemático Xisto não faz verdadeiramente justiça a esta nova edição, que carrega a responsabilidade de superar as mais altas expectativas que envolvem sempre este lançamento. Ainda assim, é também com “tranquilidade” que o Xisto 2019 se apresenta ao mercado, com todo o vigor que as castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz lhe conferem.

Com um estágio de 20 meses, 100% em barricas novas de carvalho francês, ostenta uma cor ruby carregada, com um nariz marcado por notas de fruta fresca do bosque bem integradas com elegantes toques de especiarias e esteva. Na boca tem um ataque elegante, evoluindo para um vinho com excelente dimensão e estrutura, composto por taninos frescos de textura fina. Um vinho que é feito com a tecnologia de Bordéus, mas que reflete a identidade e essência do Douro. O final é harmonioso e persistente.

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