Queer Festival 2022- Moldar a memória é o mote

por: Zita Ferreira Braga
Queer Festival 2022- Moldar a memória é o mote
festival Queer

Fogo - Fátuo de João Pedro Rodrigues, uma fantasia musical abre o Queer Lisboa 2022

 


Fogo - Fátuo de João Pedro Rodrigues,, que passou por Cannes abrirá o festival  em  Lisboa .De 29 de Novembro a 04 de dezembro será o Porto a receber o queer.

A programação do Queer Lisboa 26 volta a fazer-nos refletir sobre as importantes questões ligadas à memória, individual e coletiva. Negar a memória é desonrar e não reconhecer quem permitiu que estivéssemos onde estamos hoje. É um exercício perigoso de negacionismo que, a História continua a ensinar-nos, pode ter consequências extremas. Negar a memória e os nossos antecessores porque eles não seguiram conceções que abraçamos hoje de sexo, género, sexualidade, identidade ou comunidade, é irracional. E é um discurso que não raras vezes vem do privilégio. Um privilégio falsamente disfarçado de marginal e subversivo.

O “queer”, sendo um conceito que parece nunca estar lá plenamente, estar sempre em falta, é porque ele é alimentado pelo passado e as suas muitas construções, e porque ele é sempre uma simulação de futuro, no qual projetamos uma vontade utópica. Nunca é exatamente “presente”. É uma promessa para a qual temos de trabalhar juntes. E isto não se faz sem memória – e, já agora, nem sem empatia. Gestos de memória e de celebração, a presente programação evoca e “inventa” necessários passados, pensa e problematiza o nosso presente, e projeta-nos no futuro.

Entre as escolhas deste ano está a produção paquistanesa “Joyland”, de Saim Sadiq, duplamente premiada este ano em Cannes, sobre um romance entre um rapaz e uma rapariga transgénero, que abala os alicerces de uma família patriarcal, e “Três Tristes Tigres”, do brasileiro Gustavo Vinagre, em torno de três adolescentes numa cidade distópica.

Ainda sobre o Brasil, o festival realça ainda a seleção de “Corpolítica”, de Pedro Henrique França, que acompanha as candidaturas de pessoas LGBTQI+ nas eleições de 2020. O realizador estará em Lisboa a apresentar o filme.

O foco deste ano do programa “Hard Nights” incide “em duas figuras peculiares na produção de obras explícitas”: Fred Halsted, “o lendário ator e realizador de pornografia gay e figura de culto dos anos 1970″, e Mahx Capacity, fundador do estúdio AORTA films.






A programação do Queer Lisboa 26 (87 filmes de 27 países diferentes) volta a fazer-nos reflectir sobre as importantes questões ligadas à memória, individual e coletiva.
As longas de Lisboa são diferentes modos de contar
Negar a memória é desonrar e não reconhecer quem permitiu que estivéssemos onde estamos hoje.

Diferentes ficções, distintos modos de contar. Esta é uma das traves-mestras da competição de longas, que reúne primeiras obras meritórias e filmes de cineastas já reconhecides em anteriores edições deste festival.

Competição Documentários: revoluções individuais e coletivas 

A secção competitiva de documentários é representativa das revoluções, individuais e coletivas, que continuam a marcar a resiliência da comunidade LGBTQIA+. Desde histórias pessoais onde acedemos, em detalhe, aos passos necessários para a descoberta, transformação e a própria sobrevivência, até aos registos de corpos e vozes que encontram possibilidades de ação na esfera do público e em conjunto.

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