Adriano Moreira morreu este domingo de manhã aos 100 anos

por: António Manuel Teixeira
Adriano Moreira morreu este domingo de manhã aos 100 anos
Marinha Portuguesa

O velório de Adriano Moreira está marcado para segunda-feira no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, a partir das 20:00.

Adriano Moreira foi ministro do Ultramar no período da ditadura (1961-1963) e deputado e presidente do CDS-PP já na democracia, mantendo sempre a ligação à Universidade de Lisboa e à reflexão em matéria de Relações Internacionais.

Com 100 anos completados em 06 de Setembro, foi condecorado pelo Presidente da República em Junho com a Grã-Cruz da Ordem de Camões.

Marcelo Revelo de Sousa recordou o século da vida de Adriano Moreira, histórico centrista: "Durante 100 anos foi tudo ou quase tudo. Académico, mestre de civis e militares, lutador pela liberdade e pela democracia". "Depois, reformador impossível em ditadura (...) Exilado, regressado, presidente de um partido político, vice presidente da AR, conselheiro de Estado", prosseguiu. "Os portugueses, pela minha voz, agradecem-lhe cem anos de vida, cem anos de obra, cem anos de serviço a Portugal".

O Governo apresentou hoje as condolências pela morte de Adriano Moreira, que se destacou, citado pelo Observador, “pela sua intervenção política e cívica, com quem a democracia se soube reconciliar”.

No Portal do Governo po ler-se "Advogado, académico, político, pensador atento ao lugar de Portugal no mundo, às questões de Segurança e Defesa e à realidade internacional, destacou-se pela sua intervenção política e cívica, com quem a democracia se soube reconciliar”.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior enalteceu hoje a “longa e profícua” dedicação do Professor à vida académica e s instituições universitárias, assim como à Marinha Portuguesa salientou o “pensador de Portugal”.

Em comunicado enviado à Lusa, o ministério salientou que “enquanto professor catedrático dedicou grande parte da sua carreira ao estudo, ensino e investigação nas áreas da Política Internacional, do Direito, da Ciência Política e das Relações Internacionais”.

O seu contributo foi também fundamental para diversas instituições académicas e científicas que fundou, renovou ou ajudou a desenvolver”, apontando que o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa “está intimamente ligado” a Adriano Moreira.

A filha de Adriano Moreira, deputada Isabel Moreira do PS, deixou uma mensagem nas redes sociais.

Os democratas cristãos tiveram nele o mais ilustre dos Presidentes. Os seus alunos lembram o grande Professor. Os seus leitores recordam o magnifico autor”, afirmou Paulo Portas sobre a morte de Adriano Moreira, em comunicado.

Referiu que: “Portugal perdeu um sábio. Um dos nossos maiores sábios. O Estado português perdeu um estadista. Um dos nossos melhores. Muitos portugueses perderam uma referência essencial. A lusofonia sabe que ele foi um aliado fundador e visionário”.

Portas diz ter tido a “honra e felicidade” de ser amigo de Adriano Moreira e que, como tal, perdeu “um mestre magnífico, um conselheiro presciente, um notável conversador”.
Refere-o ainda como “um príncipe da política, um pensador da diplomacia e um teorizador da segurança com tributo decisivo à preservação da paz. Um cristão empenhado e um seguidor da doutrina social”.
Salientando que foi “um reformador quando a inércia era dominante e um institucionalista quando a desordem era triunfante. Humanista e aberto ao mundo, foi sempre, do inicio ao fim, um patriota que considerava Portugal um dever

Também a Marinha Portuguesa, numa publicação na rede social Twitter, lembrou que “durante décadas leccionou as várias gerações de militares da Marinha Portuguesa e foi sobretudo um pensador de Portugal”, despedindo-se com um “até sempre”, daquele que foi “sobretudo um pensador de Portugal”.
Marinha Adriano Moreira 2be14

Cavaco Silva diz curvar-se perante a memória de Adriano Moreira. Numa mensagem enviada ao Observador, Cavaco Silva fala de Adriano Moreira como “um português ilustre e um orgulhoso transmontano”, que “permite-nos olhar para a sua vida de dedicação à causa pública como político, como intelectual e como académico”.

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